Sabemos que a
aprendizagem da escrita é um processo lento e longo, pelo que deve ser objeto
de ensino no início da escolaridade. Não podemos esquecer que esta matéria deve
proporcionar uma prática intensiva e incidir sobre o seu processo – planificação,
textualização e revisão.
Temos vindo a
proporcionar aos "Companheiros" este caminho longo, pondo-os em
contacto com uma diversidade de géneros textuais.
Hoje, iniciámos o género
narrativo e como achámos que a sua aprendizagem requer um ensino sequencial de
todo o seu processo e começámos por identificar a estrutura de uma narrativa.
Para ajudarmos na
planificação, usámos algumas cartas onde estavam representados os vários componentes
da narrativa (a personagem principal, o tempo, o espaço, a missão e também
outras personagens que ajudam ou complicam a ação da personagem principal a ter
êxito ou a fracassar), ordenámo-las seguindo a estrutura da narrativa (introdução,
desenvolvimento e conclusão) e, seguidamente, de forma coletiva os “Companheiros”
foram construindo a história que as cartas ditavam. Ao longo da narrativa íamos
dando conselhos de forma a enriquecerem o texto a nível vocabular, estimulando
os alunos a usarem adjetivos. Terminada a composição fizemos a revisão e deram
um título à história.
Um
Concerto na floresta
Era uma vez um lobo
cantor, muito magro, que vivia na floresta verdejante e sombria.
Certo dia,ele ficou
doente da vóz e foi procurar a planta que cura junto das margens do rio
Encantado, onde costumavam germinar.
Quando encontrou uma
planta e se preparava para a colher, apareceu uma serpente enorme, amarela com
manchas castanhas, que guardava a planta da cura. O lobo teve medo e foi pedir
ajuda ao Sábio da floresta.
Quando o encontrou, o
Sábio disse-lhe como havia de fazer. O lobo cumpriu as indicações e comeu a
erva da cura.
No dia seguinte, o
lobo deu um concerto para todos os habitantes da floresta.
Texto coletivo SE3